Boas Notícias - Movimentos oceânicos lembram obra de Van Gogh
Bela animação da Nasa, com alguns momentos de incrível semelhança com as volutas da tela
"Noite estrelada", de Vincent van Gogh.
manon+
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Outono em vista
Mais um texto da série prosa poética, depois de uma ausência não planejada. Boa leitura a todos,
manon+
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O cru e o cozido de M
Isto era o seu isso.
manon+
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Um guizado
de rebelião e alegria.
Uma salada
de finas estrias, cortadas em mandolin, do doce e do amargo, do aéreo e do
terrestre.
Um assado
em forno lento de melancolia e tragédia.
Uma carne
louca de panela com sabor de útero prolífico.
Um creme em
arco-íris reforçado com maçarico.
Um bolo mexido
em águas revoltas de ceticismo e compaixão, fé e desespero.
Um suflê das
forças elementais, salpicado com flores policromadas e pó de pirlimpimpim.
Uma mousse de
alquímicas cores – o branco, o preto e o vermelho - em taças de finíssimo cristal.Isto era o seu isso.
Para degustar tudo, em ritmo de bicho-preguiça, pelo resto dos seus dias.
E só.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Axé!
Olá, visitantes!
Nesta tranquila segunda-feira de Carnaval, levo a vocês mais um texto que escrevi, da linhagem "prosa poética". Um ótimo feriado a todos!
manon+
Quase dezembro. Tudo mudara nas alamedas do parque, depois da erosão.
Nesta tranquila segunda-feira de Carnaval, levo a vocês mais um texto que escrevi, da linhagem "prosa poética". Um ótimo feriado a todos!
manon+
Visões de
ácido lisérgico. Trickters
orquestrando a cegueira. Voluteou, carrapeta sem chão. Embarcou.
Em êxtase,
tal e qual Santa Teresa, consumou o fatal equívoco. Suspenso o tique-taque dos
relógios. E a marcha das estações do ano. Livres todos os bichos de estimação.
Bem-vindos os puros alados com o confiante estandarte.
Então o salto
com a perfeita moldura de rios e canoas, orlas e veleiros, pescadores e
crepúsculos, zéfiro e cocais. Virou marionete, em espiral descendente: tibungo
nas (ainda) insuspeitas águas. Onda, onda, onda – um relâmpago e a quebra na
arrebentação.
Foi o último
dos erros, prometeu-se.
Aquelas três
palavras, agora acorde congelado; e faíscas do fogo de palha ainda a girar em
falso até que. Silêncio na caverna. Corpo em rebelião, furor nas entranhas.
Finado este ciclo. Desperdício?
Hoje seres
bestiais escarnecendo, o rangir de noviças vozes corroendo a mínima fé. Cheiro
de pólvora nas veias, lâmina afiada pela dor: sem rodeios cortou a cabeça do
mestre. Não houvera nenhuma réplica, não ouvira fátuas litanias,
então arrebentara as correntes.
Amputado o
próprio coração e restituídos gota a gota os ossos do espírito, há pouco se
juntou à legião dos desmortos.
..........................................................................................................................Quase dezembro. Tudo mudara nas alamedas do parque, depois da erosão.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Livrarias bacanas pelo mundo
Acabo de esbarrar nesta matéria e não resisti. Então, vou postar o link para os outros ratinhos de livrarias e sebos.
Bjs,
manon+
http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/livros/album-de-fotos/7-belas-livrarias-para-visitar-ao-redor-do-mundo
Bjs,
manon+
http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/livros/album-de-fotos/7-belas-livrarias-para-visitar-ao-redor-do-mundo
Pobre poema
Postando mais um texto para o barco continuar navegando. Desculpas pela pobreza na rima, esse negócio de rima rica é trabalho de ourivesaria sem tempo pra terminar...Então, segue o esboço.
Bjs,
manon+
In memoriam
Ele, aviador nômade,
Ela, faminta de céu.
Colisão, eletrochoque.
Combustão, mausoléu.
Bjs,
manon+
In memoriam
Ele, aviador nômade,
Ela, faminta de céu.
Colisão, eletrochoque.
Combustão, mausoléu.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Tradução e masoquismo
Assumi diante de pessoas conhecidas um certo masoquismo referente ao fato de gostar tanto de traduzir, dadas as dificuldades imensas dessa tarefa.
Compartilho um link que acabei de receber com um artigo que trata justamente do tema. Compara-se o tradutor a um invisível mordomo, que só é percebido quando se mete em encrenca. Aí vai:
Bestiários
Compartilho um link que acabei de receber com um artigo que trata justamente do tema. Compara-se o tradutor a um invisível mordomo, que só é percebido quando se mete em encrenca. Aí vai:
Bestiários
Prosa poética & gêneros
Este é um dos meus primeiros textos classificados como "prosa poética". Embora desconfie dos gêneros, eles parecem se fazer necessários. Há uma busca por definição das expressões criativas desde sempre, onde quer que a arte - ou aquilo a que chamamos de arte - se apresente. Outros diriam que o que importa é a qualidade literária (neste caso) o que também surge como algo quase da ordem do imponderável, que depende quase sempre de um argumento de autoridade. Quero dizer, daqueles que são reconhecidos no meio literário como pessoas capazes de emitir um julgamento sobre o que seria ou não "literatura".
Mas talvez um leitor atento e dedicado, embora anônimo, tenha a sensibilidade precisa para ler algo e perceber intuitivamente se essa qualidade está lá ou não. É quase mágico este momento! E acontece o tempo todo para os viciados em leitura.
Espero que apreciem, então, a "prosa poética" do texto abaixo, cuja "história" teve vergonha de aparecer de corpo inteiro e só conseguiu mostrar-se em silhueta subjacente e escorregadia.
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Extravio
no. 2
Novo exílio. Choques. Renovação?
Disparate.
Pouco te arredarás de
ti, embora tempo e espaço. Memória sem escape. Dores e dúvidas, sempre.Fora, o concretado design do horizonte. Aqui, o verde e as ondas.
Nostalgia. Cidade feliz nunca mais? Mas trouxeste a floresta contigo...
Dormes, amanhã serás nascituro. Pele nova, guerrearás com o dia, transmutarás. Como o azul da morpho didius entre os arranha-céus.
Divino dia, maligno ar - mas haverá protestos de agapantos e clerodendros...e da plena lua a engravidar os globos do mundo. Safira no céu. Cinza no perto. Preto em corpos andantes.
Começou. Sem a curva do tempo, resta deixar-te ir.
Para onde? Adiante, talvez.
Não queiras saber do impossível. Vive o mistério.
Aceita o contingente.
O que precisas. O que se esvai. O que fica?
E todo o resto.
Nada além disso. Nada além do que deve ser cumprido.
Tudo o mais é engano. Maya.
Amor em branco. Pane. É a lei desta era: noli me tangere.
Extinto o afeto, após o excesso dos bárbaros.
Pílulas para o prazer. Mudez. Solitude.
Naqueles dias.
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